Não sou escritor nem poeta, sou apenas um pensador que resolveu colocar seus devaneios em um papel e mostrá-los aos outros. Contudo, acredito no poder imanente nas palavras que nos fazem reconhecer na emoção a razão de se viver, e na razão a emoção de conhecer. CONHEÇA TAMBÉM O BLOG DE FILOSOFIA: http://quimeras.webnode.com.br/
terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
FELICIDADE PARA ARISTÓTELES | PROFESSOR CRISTIANO
Falávamos na aula anterior sobre a felicidade em Platão. Eu
falava que na busca da felicidade, segundo Platão, ele parte de algumas
concepções importante como por exemplo, a concepção dualista da realidade na
qual haveria um mundo sensível, da matéria e um mundo inteligível das ideias.
Falava que na sua concepção também dualista de ser humano ele defende a ideia
de que o ser humano possui um corpo e uma alma que é preexistente ao corpo e
que contemplou no mundo das ideias a perfeição pela qual hoje anseia. Também
mostrei que essa alma é composta segundo ele de três partes sendo a mais
importante a parte racional responsável pela subordinação das demais partes
para que o ser humano atinja a felicidade.
falava que na busca da felicidade, segundo Platão, ele parte de algumas
concepções importante como por exemplo, a concepção dualista da realidade na
qual haveria um mundo sensível, da matéria e um mundo inteligível das ideias.
Falava que na sua concepção também dualista de ser humano ele defende a ideia
de que o ser humano possui um corpo e uma alma que é preexistente ao corpo e
que contemplou no mundo das ideias a perfeição pela qual hoje anseia. Também
mostrei que essa alma é composta segundo ele de três partes sendo a mais
importante a parte racional responsável pela subordinação das demais partes
para que o ser humano atinja a felicidade.
Hoje eu vou falar um pouco sobre Aristóteles, discípulo de
Platão, que pra começo de conversa vai discordar de vários pontos de sua
doutrina, entre eles que haveria uma separação do mundo em mundo inteligível e
mundo sensível. Aristóteles, apesar de também valorizar a atividade
intelectual, teórica e contemplativa, vai tentar encontrar no próprio mundo a
essência das coisas, entre elas a felicidade. Uma boa obra para quem deseja
introduzir nesse assunto em Aristóteles é a chamada Ética a Nicômaco.
Platão, que pra começo de conversa vai discordar de vários pontos de sua
doutrina, entre eles que haveria uma separação do mundo em mundo inteligível e
mundo sensível. Aristóteles, apesar de também valorizar a atividade
intelectual, teórica e contemplativa, vai tentar encontrar no próprio mundo a
essência das coisas, entre elas a felicidade. Uma boa obra para quem deseja
introduzir nesse assunto em Aristóteles é a chamada Ética a Nicômaco.
Esta obra começa com um apanhado bastante geral, uma
reflexão sobre o bom e o bem. Aristóteles diferencia o ser humano do animal,
porque o homem, ao contrário dos bichos, almeja e galga a felicidade suprema.
reflexão sobre o bom e o bem. Aristóteles diferencia o ser humano do animal,
porque o homem, ao contrário dos bichos, almeja e galga a felicidade suprema.
Independentemente de ser um homem comum ou um grande intelectual,
todos nós desejamos ser felizes, e, para tanto, exercemos nossas virtudes tendo
em vista o melhor.
todos nós desejamos ser felizes, e, para tanto, exercemos nossas virtudes tendo
em vista o melhor.
Vamos entender melhor a partir de um trecho da obra:
[...] O QUE É PRÓPRIO DE CADA COISA É, POR NATUREZA, O QUE HÁ
DE MELHOR E DE APRAZÍVEL PARA ELA; E, ASSIM, PARA O HOMEM A VIDA CONFORME A RAZÃO
É A MELHOR E A MAIS APRAZÍVEL, JÁ QUE A RAZÃO, MAIS QUE QUALQUER OUTRA COISA,É
O HOMEM. DONDE SE CONCLUI QUE ESSA VIDA É TAMBÉM A MAIS FELIZ (ÉTICA A NICÔMACO,
P. 190)
DE MELHOR E DE APRAZÍVEL PARA ELA; E, ASSIM, PARA O HOMEM A VIDA CONFORME A RAZÃO
É A MELHOR E A MAIS APRAZÍVEL, JÁ QUE A RAZÃO, MAIS QUE QUALQUER OUTRA COISA,É
O HOMEM. DONDE SE CONCLUI QUE ESSA VIDA É TAMBÉM A MAIS FELIZ (ÉTICA A NICÔMACO,
P. 190)
Aristóteles afirmava que um ser só alcança seu fim quando
cumpre a função (ou faculdade) que lhe é própria e o distingue dos demais
seres, isto é, sua virtude (ou, em grego, aretê).
cumpre a função (ou faculdade) que lhe é própria e o distingue dos demais
seres, isto é, sua virtude (ou, em grego, aretê).
• A palavra virtude é entendida aqui como a propriedade mais
característica e essencial de um ser, aquela cujo exercício conduz à excelência
ou perfeição desse ser, trazendo-lhe prazer. Por exemplo: a virtude de uma faca
é o seu corte, de uma laranjeira é produzir laranjas, de um dentista é tratar
dos dentes. É importante a gente distinguir aqui a ideia de algo aprazível com
a ideia de algo virtuoso, por exemplo: a virtude de uma arma de fogo é disparar
bem um projétil, mas se eu a uso para matar uma pessoa, ela continua tendo sua
virtude garantida, a minha falta virtude não se confunde com a dela.
característica e essencial de um ser, aquela cujo exercício conduz à excelência
ou perfeição desse ser, trazendo-lhe prazer. Por exemplo: a virtude de uma faca
é o seu corte, de uma laranjeira é produzir laranjas, de um dentista é tratar
dos dentes. É importante a gente distinguir aqui a ideia de algo aprazível com
a ideia de algo virtuoso, por exemplo: a virtude de uma arma de fogo é disparar
bem um projétil, mas se eu a uso para matar uma pessoa, ela continua tendo sua
virtude garantida, a minha falta virtude não se confunde com a dela.
• o ser humano, por sua vez, dispõe de uma grande quantidade
de funções ou faculdades (caminhar, correr, comer, sentir, dormir, desejar,
obrar, amar etc.), mas outros animais podem possuí-las também. Há, porém, uma
única faculdade que ele possui com exclusividade e que o distingue dos demais
seres: o pensar de forma racional. essa seria, portanto, sua virtude essencial.
de funções ou faculdades (caminhar, correr, comer, sentir, dormir, desejar,
obrar, amar etc.), mas outros animais podem possuí-las também. Há, porém, uma
única faculdade que ele possui com exclusividade e que o distingue dos demais
seres: o pensar de forma racional. essa seria, portanto, sua virtude essencial.
• Assim, o ser humano só alcançará seu fim e bem supremo (a
felicidade) se atuar conforme sua virtude, que é a razão. Mas preste atenção:
para Aristóteles, não basta ter uma virtude (a racionalidade) – é preciso
exercitá-la. O ser humano precisa esforçar-se para realizar aquilo que lhe é
dado pela natureza como potência (possibilidade de ser). Portanto, o que o
filósofo preconizava era que, para atingir a felicidade verdadeira, o ser
humano deveria dedicar-se fundamentalmente à vida teórica, no sentido de uma
contemplação intelectual, buscando observar a beleza e a ordem do cosmo, a
autêntica realidade das coisas. e deveria manter
essa prática durante a vida inteira, e não apenas em um ou outro dia.
felicidade) se atuar conforme sua virtude, que é a razão. Mas preste atenção:
para Aristóteles, não basta ter uma virtude (a racionalidade) – é preciso
exercitá-la. O ser humano precisa esforçar-se para realizar aquilo que lhe é
dado pela natureza como potência (possibilidade de ser). Portanto, o que o
filósofo preconizava era que, para atingir a felicidade verdadeira, o ser
humano deveria dedicar-se fundamentalmente à vida teórica, no sentido de uma
contemplação intelectual, buscando observar a beleza e a ordem do cosmo, a
autêntica realidade das coisas. e deveria manter
essa prática durante a vida inteira, e não apenas em um ou outro dia.
Fica claro que Aristóteles percebe que o conceito de
felicidade varia de indivíduo para indivíduo, mas ele procura elaborar uma
teoria que contemple a todos.
felicidade varia de indivíduo para indivíduo, mas ele procura elaborar uma
teoria que contemple a todos.
De acordo com ele, existem três tipos de vidas possíveis:
- aquela dos prazeres, onde o ser humano se torna um refém
daquilo que deseja;
daquilo que deseja;
- aquela política, que busca a honra pelo convencimento;
- aquela contemplativa, a única que detém, de fato, a
essência da felicidade.
essência da felicidade.
A vida contemplativa é guiada pelo pensamento e tem como
origem a nossa alma, o segredo para alcançá-la é buscar os elementos dentro de
si, e não almejar algo que esteja do lado de fora. Dessa forma, para
Aristóteles, o maior bem possível de se alcançar é o prazer intelectual,
intrinsecamente ligado à vida contemplativa.
origem a nossa alma, o segredo para alcançá-la é buscar os elementos dentro de
si, e não almejar algo que esteja do lado de fora. Dessa forma, para
Aristóteles, o maior bem possível de se alcançar é o prazer intelectual,
intrinsecamente ligado à vida contemplativa.
[...] PORQUANTO UMA ANDORINHA NÃO FAZ VERÃO, NEM UM DIA
TAMPOUCO; E DA MESMA FORMA UM DIA, OU UM BREVE ESPAÇO DE TEMPO, NÃO FAZ UM
HOMEM FELIZ E
VENTUROSO. (ÉTICA A NICÔMACO, P. 16.)
TAMPOUCO; E DA MESMA FORMA UM DIA, OU UM BREVE ESPAÇO DE TEMPO, NÃO FAZ UM
HOMEM FELIZ E
VENTUROSO. (ÉTICA A NICÔMACO, P. 16.)
A menção desse fenômeno das andorinhas por Aristóteles tem o
propósito de mostrar, de forma analógica ou metafórica, que “uma ação isolada
não faz o homem”, assim como uma andorinha isolada não é elemento suficiente
para mostrar que o verão se aproxima. Portanto, o filósofo está buscando
mostrar, com essa metáfora, que, para atingir a felicidade verdadeira, o
indivíduo deve dedicar-se durante toda sua existência à vida teórica,
contemplativa, não apenas um dia ou outro.
propósito de mostrar, de forma analógica ou metafórica, que “uma ação isolada
não faz o homem”, assim como uma andorinha isolada não é elemento suficiente
para mostrar que o verão se aproxima. Portanto, o filósofo está buscando
mostrar, com essa metáfora, que, para atingir a felicidade verdadeira, o
indivíduo deve dedicar-se durante toda sua existência à vida teórica,
contemplativa, não apenas um dia ou outro.
Mas sem tirar os pés do chão, no entanto, Aristóteles dizia também
que não se pode abandonar a companhia da família e dos amigos, a riqueza e o poder.
Todos esses elementos, e o prazer que deles resulta, promoveriam o bem-estar material e a paz social, indispensáveis à vida
contemplativa
que não se pode abandonar a companhia da família e dos amigos, a riqueza e o poder.
Todos esses elementos, e o prazer que deles resulta, promoveriam o bem-estar material e a paz social, indispensáveis à vida
contemplativa
Aristóteles reconhecia que o sábio não pode dedicar-se à
contemplação se, por exemplo, não há alimentos, se seus filhos choram de fome e
a cidade está em pé de guerra. Portanto, ele também defendia não abandonar a
companhia da família e dos amigos, a riqueza e o poder. Todas essas atividades,
e o prazer que delas resulta, promoveriam o bem-estar material e a paz social,
indispensáveis à vida contemplativa.
contemplação se, por exemplo, não há alimentos, se seus filhos choram de fome e
a cidade está em pé de guerra. Portanto, ele também defendia não abandonar a
companhia da família e dos amigos, a riqueza e o poder. Todas essas atividades,
e o prazer que delas resulta, promoveriam o bem-estar material e a paz social,
indispensáveis à vida contemplativa.
Por outro lado, o gozo de tais prazeres estaria também
vinculado ao exercício de outras virtudes humanas – como a generosidade, a
coragem, a cortesia e a justiça – que, em seu conjunto, contribuem para a
felicidade completa do ser humano.
vinculado ao exercício de outras virtudes humanas – como a generosidade, a
coragem, a cortesia e a justiça – que, em seu conjunto, contribuem para a
felicidade completa do ser humano.
Resumindo: Aristóteles entendia que a finalidade última de todos
é a felicidade, e um ser só alcança seu fim quando cumpre sua virtude. O ser
humano dispõe de uma grande quantidade de funções ou faculdades, mas a única
que só ele tem e que o distingue dos demais seres é a de pensar, especialmente a
atividade racional. Assim, o ser humano só alcançará seu fim (a felicidade) se
atuar conforme sua virtude – a razão –, dedicando-se fundamentalmente à vida
teórica, no sentido de uma contemplação intelectual. Que também dependerá do
bem estar material e da paz social.
é a felicidade, e um ser só alcança seu fim quando cumpre sua virtude. O ser
humano dispõe de uma grande quantidade de funções ou faculdades, mas a única
que só ele tem e que o distingue dos demais seres é a de pensar, especialmente a
atividade racional. Assim, o ser humano só alcançará seu fim (a felicidade) se
atuar conforme sua virtude – a razão –, dedicando-se fundamentalmente à vida
teórica, no sentido de uma contemplação intelectual. Que também dependerá do
bem estar material e da paz social.
quarta-feira, 17 de julho de 2019
FILOSOFIA PARA SER FELIZ | PROFESSOR CRISTIANO
Muita gente ao falar de
filosofia, muitas vezes tende a relacioná-la a certas correntes atuais mais ligadas
à autoajuda. Por incrível que pareça, o motivo dessa correlação não é um mero
equívoco. Ambas em suma, tem como base o mesmo objeto: o que fazer para ser
feliz. Mas a filosofia, ao contrário, não traz respostas prontas a essa
pergunta, mas cria indagações que acabam ajudando o indivíduo nessa busca desde
o nascimento da atividade filosófica na Antiguidade grega, há mais de 25
séculos.
filosofia, muitas vezes tende a relacioná-la a certas correntes atuais mais ligadas
à autoajuda. Por incrível que pareça, o motivo dessa correlação não é um mero
equívoco. Ambas em suma, tem como base o mesmo objeto: o que fazer para ser
feliz. Mas a filosofia, ao contrário, não traz respostas prontas a essa
pergunta, mas cria indagações que acabam ajudando o indivíduo nessa busca desde
o nascimento da atividade filosófica na Antiguidade grega, há mais de 25
séculos.
Como a própria etimologia revela,
a palavra filosofia é formada pelos termos gregos philos, “amigo”, “amante”, e sophia,
“sabedoria”. Portanto, filosofia quer dizer “amor à sabedoria” e sabedoria,
para os gregos, não era apenas um grande saber teórico, mas principalmente prático,
tendo em vista que buscava o objetivo supremo da vida humana: a eudaimonia, que
nós hoje traduzimos como felicidade. Em sua origem histórica, a relação da
filosofia
com a felicidade era fundamental, pois a vida boa seria a finalidade última da
investigação filosófica. A filosofia se apresentava como um conhecimento
superior que conduzia à vida boa, isto é, que indicava como viver para ser
feliz e o filósofo se reconhecia como aquele que buscava, praticava e ensinava
um método, um caminho para a felicidade. Mas, de novo é importante ressaltar
que indicar um caminho não é o mesmo que apresentar uma resposta, pois quem vai
trilhar um caminho, tem a total liberdade para contornar seus obstáculos, além
de ser quem afinal de contas irá definir a sua meta. Nesse sentido, se fôssemos
tomar a palavra “autoajuda”, estariámos no mesmo discurso da filosofia. Mas
sabemos que com o termo autoajuda hoje, somos bombardeados com diversas
respostas prontas para a vida, que
muitas vezes desconsideram a especificidade da vivência humana, reduzindo
problemas que devem ser superados a meros obstáculos a serem ignorados.
a palavra filosofia é formada pelos termos gregos philos, “amigo”, “amante”, e sophia,
“sabedoria”. Portanto, filosofia quer dizer “amor à sabedoria” e sabedoria,
para os gregos, não era apenas um grande saber teórico, mas principalmente prático,
tendo em vista que buscava o objetivo supremo da vida humana: a eudaimonia, que
nós hoje traduzimos como felicidade. Em sua origem histórica, a relação da
filosofia
com a felicidade era fundamental, pois a vida boa seria a finalidade última da
investigação filosófica. A filosofia se apresentava como um conhecimento
superior que conduzia à vida boa, isto é, que indicava como viver para ser
feliz e o filósofo se reconhecia como aquele que buscava, praticava e ensinava
um método, um caminho para a felicidade. Mas, de novo é importante ressaltar
que indicar um caminho não é o mesmo que apresentar uma resposta, pois quem vai
trilhar um caminho, tem a total liberdade para contornar seus obstáculos, além
de ser quem afinal de contas irá definir a sua meta. Nesse sentido, se fôssemos
tomar a palavra “autoajuda”, estariámos no mesmo discurso da filosofia. Mas
sabemos que com o termo autoajuda hoje, somos bombardeados com diversas
respostas prontas para a vida, que
muitas vezes desconsideram a especificidade da vivência humana, reduzindo
problemas que devem ser superados a meros obstáculos a serem ignorados.
Como veremos na próxima aula,
desde sempre os filósofos consideram a felicidade finalidade última de todos os
nossos atos, mesmo de ações que parecem “ruins” por algum tempo, ou daquelas
que realmente nos fazem mal e aos outros. É que, no fundo – conforme acreditam
vários filósofos e psicólogos –, a intenção última de toda ação ou conduta é
“positiva” no sentido de que, consciente ou inconscientemente, a pessoa está
buscando,
por meio dessa ação, trazer, preservar, aumentar seu bem-estar, ou mesmo
evitar, acabar com uma dor, um sofrimento, uma tristeza.
desde sempre os filósofos consideram a felicidade finalidade última de todos os
nossos atos, mesmo de ações que parecem “ruins” por algum tempo, ou daquelas
que realmente nos fazem mal e aos outros. É que, no fundo – conforme acreditam
vários filósofos e psicólogos –, a intenção última de toda ação ou conduta é
“positiva” no sentido de que, consciente ou inconscientemente, a pessoa está
buscando,
por meio dessa ação, trazer, preservar, aumentar seu bem-estar, ou mesmo
evitar, acabar com uma dor, um sofrimento, uma tristeza.
É o caso, por exemplo, do jovem
que “malha” todos os dias na academia para alcançar uma boa condição física,
que vira a noite estudando para passar no ENEM ou que realiza trabalhos
voluntários em sua escola ou comunidade. São esforços, “sacrifícios”, ações em
que se abandona o prazer imediato em busca de um bem maior, uma alegria. A
felicidade atrai as pessoas e impulsiona seus movimentos, suas ações. A própria
etimologia revela que a palavra felicidade vem do latim felicitas, que, por sua
vez, deriva do latim antigo felix, que significa “fértil, frutuoso, fecundo”.
Por isso poderíamos dizer quefelicidade é um estado de fecundidade que gera
vida e vitaliza nossa existência.
que “malha” todos os dias na academia para alcançar uma boa condição física,
que vira a noite estudando para passar no ENEM ou que realiza trabalhos
voluntários em sua escola ou comunidade. São esforços, “sacrifícios”, ações em
que se abandona o prazer imediato em busca de um bem maior, uma alegria. A
felicidade atrai as pessoas e impulsiona seus movimentos, suas ações. A própria
etimologia revela que a palavra felicidade vem do latim felicitas, que, por sua
vez, deriva do latim antigo felix, que significa “fértil, frutuoso, fecundo”.
Por isso poderíamos dizer quefelicidade é um estado de fecundidade que gera
vida e vitaliza nossa existência.
Mas como eu disse, a busca da
felicidade também está por detrás de muitos comportamentos autodestrutivos,
como a dependência das drogas, do álcool e do tabaco, ou antissociais, como a
violência e a delinquência, ou até no
simples egoísmo e na falta de consideração pelos demais.
felicidade também está por detrás de muitos comportamentos autodestrutivos,
como a dependência das drogas, do álcool e do tabaco, ou antissociais, como a
violência e a delinquência, ou até no
simples egoísmo e na falta de consideração pelos demais.
Dessa maneira, quando afirmamos
que a felicidade é a finalidade última de todos os atos não estamos dizendo que
todo e qualquer ato traz felicidade. Muitas vezes quando buscamos felicidade, acabamos conseguindo
a infelicidade. Por isso é tão importante desenvolver um conhecimento mais
crítico sobre o mundo, sobre as coisas. E essa seria uma das propostas da
filosofia desde os gregos, sobre os quais falarei na próxima aula.
que a felicidade é a finalidade última de todos os atos não estamos dizendo que
todo e qualquer ato traz felicidade. Muitas vezes quando buscamos felicidade, acabamos conseguindo
a infelicidade. Por isso é tão importante desenvolver um conhecimento mais
crítico sobre o mundo, sobre as coisas. E essa seria uma das propostas da
filosofia desde os gregos, sobre os quais falarei na próxima aula.
sexta-feira, 12 de julho de 2019
quinta-feira, 11 de julho de 2019
quarta-feira, 10 de julho de 2019
FALÁCIA DE AMBIGUIDADE (EQUÍVOCO) | PROFESSOR CRISTIANO
FALÁCIA DE
AMBIGUIDADE DE EQUÍVOCO
AMBIGUIDADE DE EQUÍVOCO
Esta falácia
se utiliza da ambiguidade da língua para impor um argumento incorreto. consiste em usar uma afirmação com significado
diferente do que seria apropriado ao contexto, ou seja, é a utilização da mesma
palavra, mas com um sentido diferente,
se utiliza da ambiguidade da língua para impor um argumento incorreto. consiste em usar uma afirmação com significado
diferente do que seria apropriado ao contexto, ou seja, é a utilização da mesma
palavra, mas com um sentido diferente,
Assim como o
fim da vida política é o bem comum, o fim da ética é a possibilidade da vida em
sociedade, e o fim da vida humana de uma maneira geral é a felicidade, o fim de
todas as coisas é o alcance da sua plenitude. Por isso a morte não deveria ser
vista de maneira tão negativa, visto que ela é o fim de todas as coisas.
fim da vida política é o bem comum, o fim da ética é a possibilidade da vida em
sociedade, e o fim da vida humana de uma maneira geral é a felicidade, o fim de
todas as coisas é o alcance da sua plenitude. Por isso a morte não deveria ser
vista de maneira tão negativa, visto que ela é o fim de todas as coisas.
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